CENA
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Cine Limpo

 

Esta semana não pude, por razões diversas (doença que devia ter tido em garoto e que agora é perigosa, nomeadamente), frequentar qualquer sala de cinema. Todavia, nesta era digital e et cetera isso, a presença efectiva na sala de cinema está, quando toca a tecer considerandos críticos relativos a qualquer película cinematográfica sobrevalorizada, de maneira que o visionamento de trailers na semana anterior me permitirá elaborar análises certeiras. Vamos lá então, que tenho que tomar o remédio agora às 24h.

 

Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (Street Fighter: The Legend of Chun-Li)

 

Não sei quantos anos depois (é uma questão de ir ver - mas vão vocês, eu estou doente), a saga Street Fighter regressa, desta feita com Chun-Li como personagem principal. Uma escolha polémica, diga-se, uma vez que, segundo as minhas contas, a moçoila oriental era apenas a 6ª preferida, atrás de Dhalsim, Zangief, E. Honda, Blanka e Guile, e apenas à frente de Ryu e Ken, o quais, ex aequo, ocupavam o último lugar das preferências de qualquer pessoa de bem que não quisesse meter nojo diante do resto da comunidade. Quanto ao filme propriamente dito, é de salientar que aquele filipino dos Black Eyed Peas (é, ao que consta, um conjunto musical – no sentido mais largueirão do termo) desempenhe o papel de Vega e que Chun-Li comece por ser, no filme, uma talentosa pianista. O factor musical, a grande pecha do Street Fighter anterior, está portanto resolvida nesta nova versão. De saudar.

 

O melhor de Street Fighter: Só vi o trailer.

 

O mais ou menos de Street Fighter: O trailer é pequenito.

 

O pior de Street Fighter: Só vi o trailer.

 

Classificação: 7/10

 



 

Che – Guerrilha (Che: Part Two)

 

Trata-se de um trailer curioso, onde o nome de Joaquim de Almeida é finalmente anunciado primeiro que o de Benicio Del Toro. O que, bem vistas as coisas, faz sentido porque, não só Joaquim de Almeida é um actor de maior gabarito, como a sua personagem (Presidente René Barrientos) é mais importante que a de Del Toro (Che Guevara). Ainda comparativamente com Quim d’Almeida, Del Toro tem, desta feita a seu favor, o facto de ter nascido em Santurce, uma cidade onde nunca fui assaltado na linha amarela com ameaça de cana-da-índia. Matt Damon entra neste filme, e tenho, no seguimento, a declarar que vi até ao momento 21 longas-metragens com este actor, sendo, se necessário, e porque sou autista, capaz de, cronologicamente, debitar o nome de todas as 21 personagens interpretadas pelo artista em questão. Fã de basebol em Fenway Park, Ilario, Rudy Baylor, Will Hunting, Private James Francis Ryan, Mike McDermott, Loki, Tom Ripley, Rannulph Junuh, Steven Sanderson, John Grady Cole, Linus Caldwell, Gerry, Matt, Jason Bourne, Donny, Wilhelm Grimm, Bryan Woodman, Colin, Edward Wilson e Life Magazine Reporter. 

 

Classificação: 6/10

 




A Mulher Sem Cabeça (La Mujer Sin Cabeza)

 

Um filme para ir ver com uma cachopa e fazer, essencialmente, o que fiz durante o trailer: ficar com o pasmo. Transformar um pasmo de minuto e meio para um de hora e meia pode parecer complicado, mas é arte que domino há vastas calendas. No final do filme, em que seguramente nada acontece, vou, num tom pretensioso, discorrer com a moçoila sobre o filme, recorrendo a palavras caras sem qualquer ligação entre si, o que, sete em cada dez vezes, resulta e acabamos nus ou quase.

 

Classificação: 10/10 ou 1/10

 

Crítico Cine Limpo

T.C.



publicado às 00:00
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Comentários

De rita a 4 de Abril de 2009 às 17:07
gosto do cinelimpo, e fico contente que a questão musical do street fighter tenha ficado resolvida.


De Alexandre Kulcinskaia a 2 de Abril de 2009 às 16:07
Tenho que concordar com o Jacinto no que refere à assinatura da rubrica.
Em relação aos filmes ainda não vi os trailers nem tampouco li seja o que for nas revistas da especialidade. Por isso nem concordar nem discordar.
_________________________________
http://kulcinskaia.blogs.sapo.pt/


De Jacinto a 2 de Abril de 2009 às 05:16
Mau...
Dois reparos. Espero que para a próxima semana a "categoria" Cine Limpo passe a contar com o minimo exegivel de 50% de critica efectiva a filmes em estreia.

Gostaria também de chamar a atenção para o facto de a "categoria" não ser assinada!
Não gosto nada de ler textos escritos na primeira pessoa sem conhecer pelo menos o nome de quem escreve.



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