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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009
ENA - Jogo do Pau

  

Jogo do Pau

 

Jogo do Pau é uma arte marcial portuguesa, de origem incerta. No início do século XX, a sua prática era bastante difundida pelo Norte de Portugal. Servia para defesa pessoal e para resolver contendas. Consiste em dois ou mais homens lutando com paus.   

 

Era uma técnica de luta popular, dado que os paus eram armas bastantes acessíveis. Era normal que viandantes caminhassem com paus e mesmo os pastores a praticavam, para bater nos lobos e lutar com pastores inimigos.

 

Apesar de se chamar «jogo» não é para brincar. Garotos costumam aleijar-se porque levam com o pau dos amigos nos dedos e, se forem lentões, levam com o pau na cara.

 

Gravura antiga com dois garotos jogando com paus, muito serenos.

O mais novo não teve cuidado e levou com uma paulada nas fuças.

 

  

Equipamento 

 

O número de praticantes que utilizam cavacas, cepas e troços de couve tem aumentado, apesar dos esforços das escolas e da federação, que defendam a regulamentação do formato dos bastões (pau de aproximadamente um metro e meio, liso, flexível e mais pesado numa das pontas). Antigamente (ver foto abaixo), antes de haver essas modernices dos cinturões coloridos, como no judo e no caraté, o grau de mestria era representado pela gravata:

Iniciado: laço 

Grau médio: lenço 

Avançado: gravata

Mestre: casaco e direito de se sentar ao meio nas fotos

Praticantes do Jogo do Pau, inícios do século XX

 

 

Mestres e praticantes famosos

 

Muitos foram os praticantes, ao longo da nossa Histórias, que deixaram marcas profundas na prática, desenvolvimento e difusão deste desporto. A saber: Mestre António Nunes Caçador, Mestre Frederico Hopffer, Mestre Júlio Hopffer, Mestre Joaquim Baú, Mestres Calado Campos, pai e filho, Mestre Chula, Mestre Custódio Neves, Mestre Pedro Ferreira, Mestre Elias Gameiro, Mestre Nuno Russo, Mestre Manuel Monteiro, Mota e Bruno Aleixo

 

Mensagem de Bruno Aleixo ameaçando lutador de luta-livre americana com um pau 

 

Aleixo no Brasil resolve problemas com um pau 

 

Colaborador ENA

Rui Hugo


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publicado às 00:00
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Comentários

De César a 9 de Setembro de 2009 às 02:49
Ficai sabendo que nunca levei com um pau na cara...
Mas arrojei, não raras vezes, com alguns em certas e determinadas "fronhas".
Não percebo como foi possível esquecerem-se de mim na qualidade de mestre do jogo do pau.
Boa noite.


De LuizAlmeida a 8 de Setembro de 2009 às 19:47
Quando eu era miúdo brincava bastante dessa maneira. Mas como era da turma dos "lentões", levava sempre com o pau na cara. LOL


De Jetson a 8 de Setembro de 2009 às 17:39

Se calhar foi o Sr. Diamantino, o avô do Bruno que o ensinou a lutar com pau.


E se calhar não vimos isso nos conselhos que lhe gravou porque foi uma aula pratica.

Eu sei que o Bruno tem medo do ninjer mas se o avô Diamantino cá tivesse ia ser taco a taco.


De andre oliveira a 8 de Setembro de 2009 às 16:29
o meu bisavô (pai da mae do meu pai) foi campeão disso!


De AngeloDias a 8 de Setembro de 2009 às 16:05
Isto é só um teste. Volto depois para comentar.


De Porco a 8 de Setembro de 2009 às 14:09
Há também a galhofa que me parece ainda mais parva.


De Jetson a 8 de Setembro de 2009 às 11:59


Os Pauliteiros de Miranda conseguiram misturar a luta com a dança. Porque os mirandeses estão sempre bebados e sinceramente é dificil distinguir onde 1 começa e o outro acaba.
Assim, se andassem ali a tentar acertar um no outro com odio e não conseguissem por causa da visão dupla diziam que era dança. Por outro lado se quisessem só mangar uns com os outros com os paus e sem querer arrancassem um olho a um companheiro diziam que era luta.

Aí, os mirandeses os mirandeses eram muito importantes...


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