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CENA

CENA

06
Jan09

Jogo Limpo 6

gana

 

Está de regresso o principal campeonato do nosso país e, com ele, o Jogo Limpo, a sua rubrica de análise da perfomance dos três ocupantes do pódio final. Comecemos pelo futuro campeão, o Futebol Clube do Porto, que foi à bonita ilha da Madeira (parte-se do princípio que o plantel profissional lá passou o revelhão, seria absurdo não aproveitar essa janela de oportunidade) vencer o Nacional por duas bolas de diferença. As bolas que fizeram a diferença foram as de Lucho, de penalidade a punir mão, e Hulk, em jogada individual, a punir posicionamento defensivo deficiente. Seja como for, É com muita pena minha que constato que o banco do Futebol Clube do Porto é o pior banco da nossa Liga a festejar golos. É um maralhal de gente com sobretudos pesados, cada um a festejar para seu lado. Esteticamente condenável e fica a nota negativa para o banco do Porto. Quem esteve assim-assim foi o médio-defensivo Fernando, e aproveito que se falou nele para avisar o mundo que um dos meus jogadores preferidos é Fernando Alexandre, do Estrela da Amadora, essencialmente porque, sempre que o comentador refere o seu nome, acaba por parecer a mãe do atleta, zangada com ele. O Nacional foi o único clube da Madeira a perder neste fim-de-semana (Marítimo e Camacha venceram, União empatou e não sei mais clubes da ilha), o que significa que os adeptos alvinegros vão ser os únicos gozados no café, quiçá apenas exceptuando 15% da gozação que poderá vir a ser direccionada para os adeptos da União e o seu empate a zero contra o Santana.

 

O vice-campeão 2008/09, o Benfica de Lisboa, foi perder à Trofa. Antes de mais, uma nota triste: Tulipa deixou de ser o único treinador do mundo pós-Toni a poder ter apenas um nome. Foi-o até Domingo, mas, como se sabe, é proibido, entre os repórteres desportivos, referirem o nome de um treinador usando apenas um único nome e Rui Loura, da RTP, lixou Tulipa que, agora, é Manuel Tulipa. Pouco importa que Tulipa seja alcunha, o que não pode acontecer é ter um treinador com apenas um nome. É mau jornalismo. Já agora, um enigmático dado estatístico: o número de treinadores do escalão promodivisionário com nome de flor é um. Outro: Quique Flores conheceu a primeira derrota na Liga frente a uma equipa orientada por Tulipa. Coincidência? Não existem coincidências no futebol. Último dado curioso: se o filho mais novo de João Pinto der em jogador de futebol e ganhar um jogo ao Benfica, o ex-internacional português, casado em segundas núpcias com Marisa Cruz, será o primeiro ex-atleta do Benfica a ter dois filhos que venceram o seu antigo clube. Mesmo depois de acabar a sua carreira, João Pinto mantém-se na eminência de quebrar mais um recorde. É de louvar.

 

Finalmente, o ocupante do terceiro porto, o Sporting de Portugal, foi a Setúbal vencer o Vitória Sadino. O jogo foi arbitrado por Olegário Benquerença, excepto durante os minutos 77 e 80, altura em que o juiz da partida foi substituído por um seu sósia, bem mais rigoroso, e que ordenou a expulsão de Daniel Carriço. O primeiro golo, que surgiu relativamente cedo, nasce após um lance em que Abel, o lateral-direito da formação de Alvalade, usa o seu truque especial para assistir Liedson: atrapalhar-se com a bola. Paulo Bento, na conferência de imprensa Flash, conseguiu fazer uma análise ao encontro sem usar um único advérbio de modo. Já na conferência e imprensa standard, Bento usou cinco advérbios de modo, uma outra marca de registo. Um aplauso para o técnico leonino, que terminou todas as suas frases com um adjectivo. Mas isso é mais fácil de conseguir. Em princípio, voltaremos para a semana com nova análise dos jogos dos três primeiros classificados da Liga 2008/09. Ando com uns problemas em casa.

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