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CENA

CENA

13
Jan09

Jogo Limpo 7

gana

 

 

Comecemos pela agremiação que se sagrará campeã nacional - o mais tardar em Maio -, Sport Lisboa e Benfica, de seu nome. Venceu o Sporting Bracarense, por um a zero, tento apontado já no tempo de descontos da primeira parte. O tempo de descontos da primeira parte costuma ser um período traiçoeiro, essencialmente porque é um período mais curto que o seu homónimo da segunda, o que leva os jogadores a relaxar porque pensam que está quase a acabar. E o intervalo é muito esperado, mais que o final do jogo, porque os jogadores podem ir descansar e não precisam de tomar logo banho. Aliás, em relação a esta questão, soube de fonte segura que o jogador Maxi Pereira tinha preferência por tomar banho em casa, mas depois, quando chegava a seu lar, metia-se a ver televisão e já não lhe apetecia ir ao duche. Tomava no dia seguinte. Parece que essa preferência estava directamente relacionada com o facto de Maxi Pereira se esquecer quase sempre dos chinelos em casa e não querer andar descalço pelo balneário. Agora já toma, que comprou uns chinelos antes dum treino e deixa-os sempre no cacifo. Mas, até à 9ª jornada, Maxi Pereira abalava sem tomar banho. David Suazo, por seu turno, falhou uma grande penalidade, o que levou a que muitas das conversas ficassem marcadas pelo recurso a argumentos ignóbeis da craveira do clássico “Falhou não, o guarda-redes é que defendeu!”. É sempre uma discussão agradável de se ter. Quique Flores aprendeu a lição, e depois de estar muito mal agasalhado durante o Benfica x Setúbal, agora não tira o casaco e cachecol nem nas conferências de imprensa.

 

Os Leões de Lisboa receberam, condignamente, o Marítimo da Madeira, reeditando um duelo que já havia ocorrido aqui há uns tempos, por ocasião dum outro torneio que agora não me recordo. Desta feita, o Sporting venceu por duas bolas a zero, e, tendo em conta que da outra vez venceu por três a zero, é de concluir que, caso se realizem mais uns Sporting x Marítimo esta época, os insulares vencerão em Alvalade daqui a três encontros. Até lá, é de esperar um 1 a 0 para o Sporting e, depois, um empate a zero bolas. A nota de maior destaque deste encontro reside no facto de o árbitro, Lucílio Baptista (e quem disse que madeixas não é coisa para árbitros de futebol na casa dos quarenta anos?), apitar muito baixinho. Deve ter sido a forma que Lucílio encontrou de se fazer notar pouco, o objectivo de qualquer árbitro. Pessoalmente, enervam-me os árbitros que apitam baixinho, preferindo eu, de longe, aqueles que comunicam com apitadelas vigorosas, sobretudo quando toca a mandar recuar barreiras ou sanar escaramuças. Os treinadores Paulo Bento e Lori Sandri cumprimentaram-se no final do encontro, mas não trocaram palavras. Pensei que estivessem chateados, mas li nos jornais do dia seguinte que a comitiva maritimista estava com acentuada pressa, que ainda iam apanhar o avião dali a pouco. Que sorte Lucílio Baptista ter dado apenas três minutos de desconto, hã, comitiva do Marítimo?

 

Quanto ao Porto, recebeu o Trofense quando estava zero-zero e, quando deu por ela, já a equipa da Trofa estava a ir embora para casa e o resultado ainda marcava um nulo. A equipa forasteira, para além de se estar a tornar especialista em quilhar o primeiro lugar do campeonato, é também o plantel com alguns dos melhores nomes. No último jogo, três jogadores do conjunto da Trofa ocuparam os três primeiros lugares do ranking “Melhor nome deste jogo”. A saber, Milton do Ó, Reguila e Areias, sendo que o melhor portista neste quadrante foi o guardião Hélton, em 7º - apenas, dizemos nós, porque algum dos elementos do júri é fã de cantigas como “Nikita” ou “Rocket Man”. O troféu foi, como habitualmente, entregue pela antiga glória do Beira-Mar, Juninho Petrolina, único futebolista que venceu esta galardão em todos os encontros que participou. O treinador Tulipa ainda não sabe o que é sofrer golos dos grandes e, fosse eu Tulipa, retirava-me já, para ficar na história como o único treinador a não ter sofrido golos dos grandes. Jesualdo Ferreira, que começou a sua entrevista Flash com a tirada “vocês sabem que eu até nem gosto de falar de arbitragens”, falou apenas no árbitro Luís Reforço. Não deviam obrigar Jesualdo a fazer o que não gosta, mas a vida é assim de um profissional assalariado. Eu, por acaso, recuso-me a fazer o que não gosto, e é por isso que não peço desculpas escritas a certas determinadas pessoas. Por essas e por outras, acho que para a semana já não venho.

 

 

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