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CENA

CENA

18
Dez08

Desafios do Macaco Inimigo V

gana

 

Esta semana teremos como desafiante o jovem deputado do Partido Ecologista “Os Verdes”, Francisco Madeira Lopes, conhecido e reconhecível pelo seu look despreocupado: cabelo comprido e apanhado, raras vezes trajando gravata, mas sempre envergando boas camisas. Resta informar que, no início do desafio, o júri apelou ao desportivismo dos participantes, para que se não repitam cenas deploráveis como as da semana passada.

 

 

Melhor prémio ganho numa quermesse:

 

MADEIRA LOPES: um vaso grandão para meter guarda-chuvas

MACACO-INIMIGO: uma motorizada a pedais

 

Vantagem: Macaco-Inimigo 

 

 


      

 

Monopólio com volta de aquecimento:

 

MADEIRA LOPES: sim, joga assim

MACACO-INIMIGO: não, começa logo a contar

 

Vantagem: Macaco-Inimigo* 

 


     

Batatas a murro:

 

MADEIRA LOPES: Come tudo

MACACO-INIMIGO: Tira a pele com a faca e mete na borda do prato

 

Vantagem: Madeira Lopes 

 


  

Exercício físico predilecto:

 

MADEIRA LOPES: Andar, subir escadas

MACACO-INIMIGO: Andar

 

Vantagem: empate técnico**

 


      

Vezes que disse a frase “Eu nem sou racista, mas…”:

 

MADEIRA LOPES: menos de quinze

MACACO-INIMIGO: mais de quinze

 

Vantagem: Madeira Lopes 

 


     

Formação Cristã:

 

MADEIRA LOPES: frequência de catequese

MACACO-INIMIGO: Crisma

 

Vantagem: Macaco-Inimigo 

 


  

* Inicialmente, a vitória neste parâmetro foi atrubuída a Francisco Madeira Lopes; no entanto, após recurso apresentado por Macaco-Inimigo, o juri revogou a decisão e atribuiu a vantagem a este último.

 

** Francisco Madeira Lopes apresentou igualmente recurso nesta categoria; contudo, o seu pedido não foi atendido, tendo o juri mantido a decisão.

 

 

Mantendo a promessa de desportivismo, Macaco-Inimigo cumprimentou solenemente os elementos do júri, o representante do Governo Civil e deu um passou-bem ao adversário, embora haja quem afirme ter ouvido, baixinho, um «Chupa!» durante tal saudação.  

16
Dez08

Jogo Limpo 5

gana

 

Esta semana, ainda que não tivesse havido campeonato, mantiveram-se as posições tal e qual como há muito as vaticinei para o final da liga. Vamos ver como se portou o triunvirato nos seus desafios extra-Liga Sagres.

O primeiro classificado, Benfica, viajou (tranquilamente, o trânsito estava bom e foram no autocarro que tem Via Verde) até Matosinhos para decidir quem seguiria em frente na Taça de Portugal. O jogo foi arbitrado por Olegário Benquereça, de Leiria, que, valha a verdade, podia muito bem ter apanhado boleia do autocarro do Benfica, esperando na estação de serviço de Leiria com seu saco desportivo às costas. Para evitar maledicências, penso que bastaria Olegário ajudar no gasóleo da camioneta do Benfica. Mas não, ninguém está interessado nisso e parece que é melhor irem dois veículos a poluir até Matosinhos sem necessidade nenhuma. Quanto ao jogo em si, de notar que o guarda-redes Joaquim, pessoa que, levantando o braço, pede fora-de-jogo em todos os golos que sofre, continua de fora, tendo, desta feita, actuado o guardião Moretto. Este último, no final do desempate por grandes penalidades, lamentou-se, dizendo que quase defendia duas, e, há que dizê-lo, é por estas coisas que o futebol é um desporto injusto. Rei, mas injusto. Não cabe na cabeça de ninguém que “duas grandes penalidades quase defendidas” percam contra “uma grande penalidade efectivamente defendida”. No mínimo dos mínimos, estas duas situações deveriam ser valorizadas de igual forma e, nesse sentido, a derrota do Benfica foi injusta. Nota ainda para o facto de, no jogo com o Leixões, durante cinco minutos, o Benfica ter jogado sem um único português, ocorrência nunca antes verificada na centenária história do clube. Proponho que o próximo objectivo seja jogar com seis portugueses, mas intercalados com um estrangeiro. Ou seja: guarda-redes português, defesa direito estrangeiro, central português, central estrangeiro, defesa esquerdo português, trinco estrangeiro, médio centro português, médio interior direito estrangeiro, extremo esquerdo português, segundo ponta de lança estrangeiro e ponta de lança português. Repare-se que, nesta proposta, mantenho a táctica de Quique Flores. Acredito que este objectivo será alcançado ainda com o espanhol ao leme.

Do surpreendente Leixões, e uma vez que defrontou o Benfica (de quem já falámos), pouco mais há a acrescentar. Talvez louvar apenas a regra de desempate por pontapés da marca de grande penalidade que nos diz que um “penalty efectivamente defendido” ganha a “dois penalties quase defendidos”, que permitiu que o guardião Roberto levasse a melhor em relação ao seu colega Moretto. O futebol pode ser injusto em muitas questões, mas nesta há que dar a mão à palmatória e dizer que esta regra faz pleno sentido e que o Leixões foi justíssimo vencedor.  

O terceiro classificado, o Sporting de Portugal, entrou em campo no Domingo para enfrentar o Marítimo da Madeira, num encontro a contar para outra Taça, a da Liga. No estádio, o golo de Liedson Muniz parecia um bocadinho ao calha, mas depois na televisão já deu para ver que não, foi de propósito. O outro avançado leonino, Djaló, não tem festejado os seus golos, dando a entender que, ou está triste, ou nem se apercebe que foi golo. Se está triste, tenha a decência de ir jogar bêbado, para se ver um sorriso em sua boca quando marcar um golo favorável ao seu clube. Quanto ao jogador Abel, que deve pensar que faz parte dos Rolling Stones, lamentou a parca assistência registada no Estádio de Alvalade. Jogador Abel, sim, é verdade que 7400 pessoas num estádio é marca aquém, mas experimente ter que servir cafés a essa gente toda, para ver se já não parecem demasiadas. É a eterna questão do copo meio vazio, copo meio cheio. Uma coisa que apreciei foi ver que todos os golos do Sporting bateram na rede da baliza, o que nem sempre acontece. Para fechar, refira-se que o treinador Lori Sandri tinha o cabelo penteado para trás, mas ligeiramente achatado, como se tivesse andado de boné o dia inteiro. Situação a rever.

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