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CENA

CENA

09
Abr09

Cine Limpo

gana

 

 

Ele Não Está Assim Tão Interessado (He’s Just Not That Into You)


Aquele gajo do Armageddon anda com a gaja do Friends há sete anos e chateiam-se porque ele não quer casar. Depois também há um Ralph Fiennes todo pintas que semi-engata a Scarlett Johansson no supermercado, mas não pode desenvolver o adultério para além da corriqueira paquera porque é casado com a mulher do Hulk, aquele do Ang Lee. Entretanto, aquele garoto que o Bruce Willis tem que proteger no Die Hard 4 é um gerente de bar sem escrúpulos por aí além, que, gradualmente, se vai tornando próximo duma moça ruiva, clinicamente desequilibrada, que era a mulher má do Johnny Cash naquele filme sobre o Johnny Cash. Finalmente, o irlandês pequenito do Entourage é um promotor imobiliário em ascensão e uma dos Anjos de Charlie tem um emprego qualquer que lhe dá espaço de manobra para passar a vida no Myspace. Depois há aqui histórias que se cruzam e até uma montagem sem qualificação ao som da única cantiga identificável dos Keane, mas que, curiosamente, chega e sobra para os querer ver torturados à frente das próprias mães.

 

O melhor de Ele não está assim tão interessado: Scarlett Johansson a ver as suas formas acentuadas pelos apalpões do Ralph Fiennes todo pintas.

 

O mais ou menos de Ele não está assim tão interessado: gosto dela, mas a mulher do Hulk está muito magra.


O pior de Ele não está assim tão interessado: o facto de ser um filme e não apenas um livro que eu nunca vou ler.

 

Classificação: 3/10

 

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Dupla Sedução (Duplicity)


Depois de, há duas semanas, ter visto o trailer, sujeitei todo o meu ser a estas mais de duas horas de película. Trata-se de uma obra onde um espião e uma espia unem esforços para ganhar uma pipa de massa, mas afinal o Tom Wilkinson estava a enganá-los a todos porque tem um Bonsai grandão na secretária e nota-se que é mais inteligente e ponderado. Ficámos todos muito admirados, uma vez que, afinal de contas, nem sabíamos perfeitamente que, quando ainda faltava muito para acabar e o filme já está a fingir que está tudo resolvido, ia haver um twist. O senhor realizador e argumentista achou ainda necessário explicar-nos a sua própria reviravolta com uns flashbacks porque, MEU DEUS!, é demasiado complexa e elaborada para um humano normal perceber. Haja sensibilidade e noção do ridículo.

O melhor de Dupla Sedução: não obstante tudo o que se diga, não é nenhum “Ele Não Está Assim Tão Interessado”.

 

O mais ou menos de Dupla Sedução: eram duas horas que, valha a verdade, eu ia passar a ver televisão.

 

O pior de Dupla Sedução: a cena do genérico inicial – uma luta em câmara lenta entre duas pessoas de fato -, que dá a entender que se trata de um mau filme de rir e depois é apenas um mau filme.

Classificação: 5/10

 

Crítico Cine Limpo

T.C.

02
Abr09

Cine Limpo

gana

 

Esta semana não pude, por razões diversas (doença que devia ter tido em garoto e que agora é perigosa, nomeadamente), frequentar qualquer sala de cinema. Todavia, nesta era digital e et cetera isso, a presença efectiva na sala de cinema está, quando toca a tecer considerandos críticos relativos a qualquer película cinematográfica sobrevalorizada, de maneira que o visionamento de trailers na semana anterior me permitirá elaborar análises certeiras. Vamos lá então, que tenho que tomar o remédio agora às 24h.

 

Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (Street Fighter: The Legend of Chun-Li)

 

Não sei quantos anos depois (é uma questão de ir ver - mas vão vocês, eu estou doente), a saga Street Fighter regressa, desta feita com Chun-Li como personagem principal. Uma escolha polémica, diga-se, uma vez que, segundo as minhas contas, a moçoila oriental era apenas a 6ª preferida, atrás de Dhalsim, Zangief, E. Honda, Blanka e Guile, e apenas à frente de Ryu e Ken, o quais, ex aequo, ocupavam o último lugar das preferências de qualquer pessoa de bem que não quisesse meter nojo diante do resto da comunidade. Quanto ao filme propriamente dito, é de salientar que aquele filipino dos Black Eyed Peas (é, ao que consta, um conjunto musical – no sentido mais largueirão do termo) desempenhe o papel de Vega e que Chun-Li comece por ser, no filme, uma talentosa pianista. O factor musical, a grande pecha do Street Fighter anterior, está portanto resolvida nesta nova versão. De saudar.

 

O melhor de Street Fighter: Só vi o trailer.

 

O mais ou menos de Street Fighter: O trailer é pequenito.

 

O pior de Street Fighter: Só vi o trailer.

 

Classificação: 7/10

 



 

Che – Guerrilha (Che: Part Two)

 

Trata-se de um trailer curioso, onde o nome de Joaquim de Almeida é finalmente anunciado primeiro que o de Benicio Del Toro. O que, bem vistas as coisas, faz sentido porque, não só Joaquim de Almeida é um actor de maior gabarito, como a sua personagem (Presidente René Barrientos) é mais importante que a de Del Toro (Che Guevara). Ainda comparativamente com Quim d’Almeida, Del Toro tem, desta feita a seu favor, o facto de ter nascido em Santurce, uma cidade onde nunca fui assaltado na linha amarela com ameaça de cana-da-índia. Matt Damon entra neste filme, e tenho, no seguimento, a declarar que vi até ao momento 21 longas-metragens com este actor, sendo, se necessário, e porque sou autista, capaz de, cronologicamente, debitar o nome de todas as 21 personagens interpretadas pelo artista em questão. Fã de basebol em Fenway Park, Ilario, Rudy Baylor, Will Hunting, Private James Francis Ryan, Mike McDermott, Loki, Tom Ripley, Rannulph Junuh, Steven Sanderson, John Grady Cole, Linus Caldwell, Gerry, Matt, Jason Bourne, Donny, Wilhelm Grimm, Bryan Woodman, Colin, Edward Wilson e Life Magazine Reporter. 

 

Classificação: 6/10

 




A Mulher Sem Cabeça (La Mujer Sin Cabeza)

 

Um filme para ir ver com uma cachopa e fazer, essencialmente, o que fiz durante o trailer: ficar com o pasmo. Transformar um pasmo de minuto e meio para um de hora e meia pode parecer complicado, mas é arte que domino há vastas calendas. No final do filme, em que seguramente nada acontece, vou, num tom pretensioso, discorrer com a moçoila sobre o filme, recorrendo a palavras caras sem qualquer ligação entre si, o que, sete em cada dez vezes, resulta e acabamos nus ou quase.

 

Classificação: 10/10 ou 1/10

 

Crítico Cine Limpo

T.C.

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