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CENA

CENA

28
Ago09

"Hero", de Chad Kroeger e Josey Scott

gana

 

Nos últimos meses, uma habilitada delegação dos GANA – composta por meia dúzia de indivíduos, entre elementos fundadores, colaboradores e afins – reuniu-se para eleger o melhor teledisco da década que em breve findará (2000-2009). Após intensa troca de visões que, não raras vezes, redundou em ofensas pessoais, partilha de segredos íntimos/comprometedores ou ameaças à integridade física de familiares que não se conseguem defender por serem velhos, novos ou delicadas mulheres, foram apurados seis nomes. De esclarecer, em relação ao critério de selecção, que cada delegado escolheu um nome, sendo que esse nome teria que, da parte dos outros delegados, não sofrer objecções. Por não objecção, entenda-se aqui - senão nunca mais nos despachávamos - um “conseguir quedar-se calado, ainda que visivelmente enojado com a escolha em questão”. Os telediscos, após a apresentação e análise crítica do nosso especialista na matéria, serão alvo de uma votação por parte de todos vocês, os nossos estimados seguidores.

 

É favor ver primeiro o clipe, de mente aberta, sem estar já todo influenciado pelo que depois se diz! Obrigado.

 

 

Já viu? Então, fique sabendo que este primeiro clipe musical trata-se da escolha pessoal de João Pombeiro, respeitável membro fundador e realizador dos GANA.

 

 

     João Pombeiro

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Informações gerais

Teledisco de 2002, realizado por Nigel Dick (1953-?), onde marcam presença Chad Kroeger (a cantar e a tocar guitarra), Josey Scott (a cantar e a tocar guitarra), Tyler Connelly (a tocar guitarra), Mike Kroeger (a tocar baixo), Jeremy Taggart (a tocar bateria), Tobey Maguire (a fazer de Homem Aranha), Kirsten Dunst (a fazer de namorada do Homem Aranha) e Willem Dafoe (a fazer de mau). A título de curiosidade, de referir que Matt Cameron (ex-Soundgarden e actual Pearl Jam) foi o baterista da versão áudio da cantiga, mas não quis aparecer no vídeo, citando “questões familiares” como justificação (não quis ir), e que Jerry Cantrell (ex-Alice in Chains) foi a primeira escolha para tocar o solo de guitarra, baldando-se em cima da hora dizendo que queria antes concentrar-se no seu álbum a solo (não quis ir).

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Pontos a favor

 

1. Há uma bateria no telhado, o que revela trabalho e esforço, ou, sendo mais correcto, respeito pelo público e pela visão artística do realizador. Era tão mais fácil levar apenas uma daquelas baterias pequenitas que é só um tamborzeco de ar tropical e um par de baquetas, mas nunca seria a mesma coisa. É certo que alguém deu cabo das costas para levar aquilo lá para cima, mas que não restem dúvidas de que compensou amplamente. Enfim, só mesmo quem nunca levou um sofá para um 3º andar pode não dar valor a esta mais-valia.

 

2. Quem não viu o filme, e não tem duas horas para mandar ao ar, fica a perceber tudo. Na prática, o homem aranha é mordido por uma aranha, desenha-se a si próprio, atura o mau, que só andava a moer o juízo às pessoas, e salva a rapariga, que fica todo consolada (ver resumo disponível em baixo, a ver se não é tal e qual isto). O tempo que se poupa a ver telediscos como este é inegável. Pode aproveitar a hora e cinquenta e sete minutos que ganha de vida para pedir desculpa a todas as pessoas para quem foi mau até hoje. Comece pela sua mãe, pelas vezes que foi respondão.

 

 

3. Há pormenores de considerável delícia, como o facto do outro guitarrista/vocalista estar sentado no início, a não querer jogar, mas depois lá se levanta, dando a sua mão à palmatória. Sem dúvida, uma muito bem urdida metáfora da vida pós-moderna, e que, provavelmente, escapou a muito boa gente.

 

O outro vocalista/guitarrista, possivelmente amuado,

a não querer participar.

 

Aqui já a levantar-se (chiça, parece um fantasma;

não mostrem à garotada, que depois não dormem).

 

Aqui aproximando-se, de rabinho entre as pernas

com a sua viola.

 

E cá o temos, já em plano de destaque, com a sua

viola de chorar baladas, como se nada fosse.

 

Outro pormenor digno de pré-excitação é o do guitarra-baixo às vezes estar ao pé dos outros, mas às vezes  já estar naquela parte mais alta, no telhado daquela casita. E vice-versa. Este teledisco, de facto, é um festim para os que, como eu, gostam de reparar nas várias camadas das obras.

 

"Eu fico aqui em cima, eu quero ficar aqui em cima!"

 

"Eu também quero ficar ao pé de vocês!"

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Pontos contra

 

1. Pode ser complicado refutar o argumento “mas qual é a piléria disto, é só uns gajos a tocar em cima dum telhado, intercalado com uns bocados do filme do Homem Aranha?”. Mas, ora bem, será sempre, como em tudo, uma questão de retórica.

 

2. O vocalista/guitarrista deste conjunto chega-se muito à beira do prédio, o que é um perigo, sobretudo porque há sempre crianças influenciáveis a ver e com acesso facilitado a topos de prédios. Bem sei que os guitarristas têm muito esta mania de tocar os solos em sítios muito altos e adoptar posturas muito descontraídas perante o perigo de cair, mas as figuras públicas devem sempre dar o exemplo mais correcto. Já bem basta o Puff Daddy que se ia matando todo naquele teledisco, credo.

 

Não há volta a dar: estes rockers vivem para desafiar

o perigo! Também faz parte.

 

3. Na verdade, há diversos grandes planos desenquadrados, todos desenquadrados. Não sou nada fã disso, mesmo que seja opção estética de vanguarda.

 

Se era preciso aquele espaço todo do lado direito,

sem nada. Não se percebe.

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Apreciação muito geral: um teledisco que cumpre, mas que, a meu ver, fica um tudo-nada aquém do deslumbre. Não obstante, algumas das metáforas e demais figuras de estilo estão consideravelmente bem conseguidas. Ainda assim, duvido que a escolha de João Pombeiro surpreenda por aí além na classificação final, mas, nesta coisa da democracia, já aconteceram coisas mais estranhas.

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Questão final: "Pombeiro, por que razão escolheu este teledisco?"

 

"Bem, é sobretudo por ser um clipe que une duas das minhas grandes paixões: cantar e o cinema. Além disso, considero que a mensagem é bonita e ver isto dá-me sempre força anímica para enfrentar as adversidades do dia-a-dia. Acho que, inclusive, me curou um pulso aberto, pelo menos uma vez. Gosto muito. Votem neste."

 

Analista Clipe Limpo

Mauro

26
Ago09

Quiz Show - Você é um bom anfitrião?

gana

 

Ao contrário da maioria dos quizes de personalidade e fait-divers, comummente disponíveis em redes sociais e revistas, os quizes do CENA são elaborados por uma equipa de peritos (sociólogos, psicólogos, médicos, professores) e por personalidades de referência nas mais diversas áreas. O teste de hoje, e respectivo resultado, foram elaborado por uma das maiores sumidades na área da etiqueta e boas maneira que optou pelo anonimato; um sociólogo verificou a correcção e a pertinência das questões levantadas e uma professora de português corrigiu os erros.

 

 

TESTE: VOCÊ É UM BOM ANFITRIÃO?

 

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Leitura dos resultados:
25
Ago09

ENA - Ninjas

gana

 

Ninjas

 

Ninjas são homens, geralmente japoneses, treinados para matar outros homens ou realizar outros serviços a soldo. Usam diversas técnicas para atingir os seus fins, entre as quais: luta, camuflagem, infiltração, armadilhas, inteligência, apostas, armas, etc.

 

Tendo ganho fama no Japão feudal do século XIV, mostraram-se destros no manejo de espadas, facas, paus, lanças, correntes, matracas, estrelas de atirar, etc., mas posteriormente aprenderam a mexer em espingardas e pistolas. Por serem treinados desde garotos, atingem rapidamente bons resultados e uma maturidade espantosa. Aos 8 já lutam com outros ninjas da mesma idade, aos 12 já podem guiar carros e aos 16 já podem beber bebidas brancas.

 

 

Catraio ninja

  

Etimologicamente, em japonês antigo, Ninjusto (a arte dos ninjas) significa Arte do Sigilo. Por isso é que eles correm depressa e saltam muito. Outro poder dos ninjas é espetar facas em pessoas sem que a faca fique suja de sangue, vi uma vez num filme. 

 

Se se deparar com um Ninja em sua casa (a revirar gavetas, procurando algum documento importante) ou tiver sofrido algum ataque, não hesite em contactar os serviços de apoio:

Linha de Apoio: 02 032255

E-mail de Apoio: fui_atacado_por_ninjas@associacaoportuensecautelacomninjas.org

 

 

Ninjas na cultura popular

 

Os Ninjas estão, progressivamente, a substituir a Côca, O Velho e o Homem do Saco no imaginário infantil, quando se trata de amedrontar. É comum ouvir, nalgumas aldeias do Norte do país, que um Ninja dá chapadas nos garotos que não comem devidamente as refeições ou fazem birra para não ir dormir. 

 

É comum encontrarmos Ninjas em filmes e séries de TV, como as Tartarugas Ninja, o Naruto ou os vídeos que se seguem.

  

 Vídeo Avulso com um ninja a ameaçar Bruno Aleixo 

 

Kinji-Te - A Técnica Proibida dos Ninjas 

  

Plágio Uruguaio - Dois palhaços discutindo técnicas ninja 

 

Colaborador

Rui Hugo

21
Ago09

Iogurte Mister Cimba

gana

 

Produtor: Mister Cimba

 

Colecção: Iogurteira Cimba Laser

 

Outras informações: Iogurte produzido em iogurteira, tudo a gosto (100%).

 

A sublime Iogurteira Cimba Laser

(que, enfim, até como objecto decorativo atinge níveis impressionantemente divinais)

 

 Avaliação: confesso que, quando me propuseram insistentemente que provasse o Iogurte Mister Cimba, fiquei, não só com um pé atrás, como também com o outro. Com ambos, portanto. Logo para começar, todo e qualquer crítico iogurteiro creditado e de renome sabe perfeitamente que as iogurteiras não conseguirão nunca ficar atrás de qualquer outra forma de produção. Segundo, porque a Mister Cimba é um nome que dispensa apresentações a todo e qualquer nível. E, de facto, esta excelsa marca de confiança não deixa, mais uma vez os seus créditos por mãos alheias. Caros amigos, preparem-se para, ao tomarem contacto com este iogurte Mister Cimba, todos os vossos sentidos ficarem acomodados num autêntico e absoluto éden. O aroma do Iogurte Iogurteira Mister Cimba começa por envolver o nosso olfacto como uma amante altruísta, disposta a satisfazer todos os nossos caprichos, mesmo aqueles que eram considerados uma nojice até há muito pouco tempo.

 

As cores, tão vibrantes que mais parecem saídas duma tela do seu pintor favorito, transportam-nos para um sonho lindo, do qual você jamais quererá acordar. No mesmo sentido, o nosso tacto é embalado pela fascinante frescura do iogurte Mister Cimba, que, paradoxalmente, consegue manter num épico auge toda sua potência em termos de gustação – facto que é, se não caso único, pelo menos extremamente raro, uma vez que os iogurtes muito frescos, todos frescos, costumam sofrer do congelamento do(s) seu(s) sabor(es). Com o Iogurte Mister Cimba, nada disto ocorre! Já que nele se fala, diga-se que, precisamente em relação ao paladar, pouco há a adiantar. Prepare-se apenas para ver provocada toda a sua capacidade de adjectivação.

 

Acredite: todo e qualquer adjectivo positivo será sempre redutor na classificação do gosto sobrenatural deste iogurte Mister Cimba. Urge que a Academia de Letras crie novos adjectivos! O iogurte Mister Cimba não pode ficar refém da simplificadora adjectivação por ora existente. Repare bem que até em termos de audição, estimulada pelo harmonioso som do toque singelo da colher com o iogurte, você ficará nas suas sete quintas. Cautela, mas é, que depois desse autêntico paraíso sonoro, corre o sério risco da sua música preferida passar a parecer um carro a apitar porque um outro carro em 2ª fila o deixou trancado. Em resumo, estamos perante algo que é muito mais que um iogurte. Algo onde tudo é superlativo, subsistindo ainda assim uma enigmática delicadeza enigmática. Ponha-se é a pau para tudo o que de bom tem esta vida lhe ir passar a parecer uma bela porcaria. O Iogurte Mister Cimba é a autêntica bambochata na sua boca!

 

Então e para lá do prazo de validade?

Se conseguir não comer logo todos, o que duvido seriamente, descanse, que os iogurtes Mister Cimba contém inovadores compostos naturais secretos que lhe permitem abdicar dum prazo de validade.

 

E em termos de nódoas?

O iogurte Mister Cimba não deixa nódoas. Toda a roupa à volta do bocado de iogurte Mister Cimba que deixou cair na sua indumentária é que vai parecer uma nódoa.

 

Há uma colher ideal para uma degustação em toda a sua plenitude? 

Não. Mesmo que use aquela coisa de medir o óleo do carro como colher, o iogurte Mister Cimba estará sempre na sua plenitude.

 

Nota final: 20

 

 

Crítico Prova Limpa

Jaime (hoje em colaboração com Mário Rui)

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