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CENA

CENA

18
Ago09

ENA - GANA

gana

 

GANA

 

Os GANA,  Guionistas e Argumentistas Não-Alinhados, são um colectivo de três criativos formado em 2007. Começaram a trabalhar juntos com pilotos de rádio (Rosa Mota da Antena 3) e em 2008 criariam a sua personagem mais popular: Bruno Aleixo. Bruno Aleixo marca presença semanal (directa ou indirectamente) no canal de entretenimento do Sapo CENA.

Os elementos, apesar de serem amigos (uns mais que outros, visto haver 3 combinações de pares), tratam-se como animais.  

 

 

FOTO 1: Moreira, Pombeiro e Santo fechando o primeiro acordo.

FOTO 2: Santo teve uma quebra de tensão e pediu ajuda a Moreira.

 

Notas biográficas dos elementos:

 

Pombeiro

Nasceu em Leiria no ano de 1979. Nem sequer é da década de 80!

Edita grande parte dos filmes e faz a maioria das animações, ofício aprendido num estabelecimento prisional onde cumpriu pena de 1997 até 2005. Encontra-se em liberdade condicional, pelo que não pode abandonar o país.

Não torce por nenhum clube de futebol. Dizem as más-línguas que nem sabe as regras todas.

Nos tempos livres gosta de ir à praia.

 

FOTO 3: Pombeiro e Moreira em Castelo do Bode.

Santo não foi no barco porque tem medo. 

 

Moreira

Nasceu em Coimbra, no final de 1980. É, portanto, quase um ano mais novo que Santo e quase dois que Pombeiro. Apesar de ser o mais novo dos três, já é o chefe.

Torcia por um clube de futebol que acabou este ano. Quis encher a cara na noite em que soube mas não tinha dinheiro.

Já escreve conforme o novo acordo ortográfico.

Ama uma mulher que nunca há-de ter.

 

FOTO 4: Moreira e Santo no pátio da sede dos GANA,

à espera que Pombeiro acabe de montar um vídeo. 

 

Santo

Nasceu em Leiria no início de 1980, quase 1979.

Gosta de jogar futebol, viajar, jogar consola e ir ao cinema. Tem um cartão qualquer que dá para ver quantos filmes quiser, sem pagar mais que uma taxa fixa mensal.

Não fez a tropa mas bem que podia ter feito, para ver se melhorava aquele mau feitio.

É adepto ferrenho dum dos chamados 3 grandes. Percebe muito de futebol mas nos matrecos é uma nódoa, sobretudo a jogar à frente.

 

Colaborador

Rui Hugo

 

14
Ago09

Yofu Smooth Pêra & Pêssego

gana

 

Produtor: alpro soya

 

Colecção: Yofu Smooth

 

Outras informações: preparação fermentada à base de soja, enriquecida com cálcio e Vit. B2, B12 e C.

 

A soja e o pêssego foram inventados na China. A pêra foi em mais sitios.

 

Avaliação: trata-se, como bem saberão os meus reverenciados amigos, da estreia absoluta de um iogurte de soja aqui no Prova Limpa. Ora, logo de caminho, considero digno de nota declarar que este famoso tipo de grão apresenta, a meu ver, três grandes reveses: a) é complicado ser-se um fã ou simpatizante de soja sem parecer um daqueles maluquinhos fundamentalistas anti-tudo; b) tentando já a soja substituir a carne e o leite, a verdade é que pode muito bem vir a desenvolver também imitações de couro e haver, num futuro próximo, sapatos (sobretudo mocassins, cheira-me) e casacos de cabedal de soja, ocorrência que, com toda a certeza, levará a que a humanidade deixe de precisar de vacas e elas se extingam todas, coitadinhas; e c) substituindo-se a soja pelo leite, as pessoas não vão ingerir cálcio em quantidades de gente e terão muito menos força nos ossos, ficando a humanidade toda com aquela doença dos ossos de vidro daquele filme e bastando um safanão para, por exemplo, se partir um braço a uma criança, ficando-se sujeito a passar o resto da vida na prisão à pala da brincadeira, que, em boa verdade, partir um braço a uma criança é um acto de selvajaria extrema. São, convenhamos, factos a nunca descurar por inteiro, de tão preocupantes. Seja como for, dou a mão à palmatória: este iogurte de soja assumiu-se como uma agradável surpresa desde a primeira colherada. Cuidei que não fosse saber a nada, ou a cartão, por exemplo, mas não, sabe mesmo a pêra e pêssego, sobretudo a este primeiro fruto. Estando a pêra Morettini/Vitória a 0.99€ o quilo, ao passo que o pêssego Maracotão está a 1.39€ (dados dum site da Internet), é natural que assim seja e metam mais pêra no iogurte. Não levo a mal, é compreensível, e isto às vezes temos que ser uns para os outros. Em termos de iogurte que fica na tampa, uma surpresa que poderia ter sido catastrófica: não fica iogurte na tampa! Mas, calma, há iogurte da tampa, só que, ao retirar-se a dita, essa parte de iogurte cai serenamente para cima do resto do iogurte. Isto é positivo em que sentido? No sentido de, em alguns círculos, não ser muito bem vista a opção de lamber a tampa do iogurte, sobretudo se dinamizada por um adulto. Esta característica do Yofu Smooth, não só o safa de ser verberado socialmente como uma criatura de gamela que, apenas por mero acaso, até tem traços de civilidade, como ainda lhe permite a deleitação com a parte do iogurte da tampa. Embora seja acérrimo defensor do lamber-se efectivo da tampa, enquanto acto cultural e de formação de carácter, considero, de longe, ser muito mais triste quando alguém - por pressão de pares, apenas e só - se coíbe e uma tampa vai para o lixo com iogurte lá agarrado, do que quando a parte que costuma vir adjacente a essa mesma tampa se funde graciosamente com o resto do iogurte. Neste aspecto, o espaço para debate será, julgo, sempre bastante reduzido. Posto isto, de realçar que a nota final pode parecer pouco coerente com o que aqui se foi dizendo sobre este iogurte, mas é preciso notar que houve penalizações, sobretudo ao nível do nome Yofu poder muito bem ser um trocadilho entre Yogurt e Tofu e eu só ter percebido depois de horas a pensar nisso, reflexão que  teria sempre implicações a nível de implosão dos nervos.

 

Então e para lá do prazo de validade?

Parece que as pessoas que comem soja acham que os prazos de validade são apenas uma das infinitas artimanhas do capitalismo. Se achar que é o capitalismo que vem pessoalmente a sua casa meter azedo nos iogurtes, revolte-se e coma na mesma, mesmo que o frigorífico tenha estado no arranjo dois meses com o iogurte lá dentro. Se acreditar em prazos de validade, tenho a dizer que este produto da alpro soya se aguenta entre cinco (se tiver fome moderada) e cento e vinte dias (se tiver cheio de fome) para além do prazo definido na embalagem.

 

E em termos de nódoas?

A parte de pêssego deixa nódoa, mas a parte de pêra não. A probabilidade de deixar nódoa varia, então, entre os 23% e 44%. Uma percentagem relativamente baixa, bem sabemos, mas há que recordar que a nódoa de pêssego fica para sempre.

 

Há uma colher ideal para uma degustação em toda a sua plenitude?

Uma colher que não tenha implicado a destruição de nada ou a exploração de crianças asianas. Coma com as mãos, portanto.

 

Nota final: 16

 

Crítico Prova Limpa

Jaime

11
Ago09

ENA - Motorizadas

gana

 

MOTORIZADAS

 

Motorizada (também denominadas Motociclos, Motocicletas, Motos ou Motas) é um veículo de duas rodas com motor. É utilizado como alternativa ao automóvel como meio de locomoção próprio. A ENA elaborou testes de controlo para descobrir os prós e os contras de cada um:

 

Vantagens em relação ao automóvel:

É mais barato

Gasta menos

Estaciona-se mais facilmente

Ultrapassa bem no trânsito

 

Desvantagens:

Tem que levar capacete

Rapa-se frio

Não tem mala (ou tem pouca)

Não dá para escutar o rádio

Não dá para conversar com os outros passageiros

Pode roubar-se mais facilmente (pode passar alguém com uma furgoneta ou uma carrinha de caixa aberta e mete lá a mota)

 

Este transporte é também propício a desastres. Os jovens de 16 anos começam logo a pedir motorizadas para andarem aí a sair à noite, mas depois começam a acelerar em rectas e podem ter desastres graves. (ver secção Cinema)

 

 

História

 

Em 1885, Daimler, figura chave no desenvolvimento do motor de combustão interna a gasolina, colocou um desses motores numa bicicleta de madeira. Estava criada a primeira motorizada, baptizada de Reitwagen

 

  

Reitwagen, a primeira motorizada | grande plano de Gottlieb Daimler

 

Encontros de Motards

 

São encontros nacionais ou internacionais onde se encontram vários tipos de motociclistas, sendo que o tipo mais visto é o que veste de preto. Em Portugal, são famosos os de Faro e Góis. Costuma haver concertos. Depeche Mode já foram anunciados várias vezes mas cancelam à última hora e o concerto depois é Xutos. Corre o boato de que há espectáculos de striptease nesses encontros, mas ainda não foi provado pelas autoridades. 

 

 

Motorizadas na cultura

 

Cinema

Easy Rider (Sem Destino) – Dois jovens norte-americanos saem nas suas motorizadas, buscando liberdade.

The Wild One (O Selvagem) – Marlon Brando influenciou toda uma geração, apesar da sua figura muito pouco estilosa.

  

Sem Destino – jovens conduzindo sem capacete | Capa de O Selvagem

 

Música

ZZ Top – conjunto de motoqueiros

No teledisco «I’ll be missing you» de Puff Daddy, o artista cai da motorizada sem querer mas depois finge que foi de propósito. 

 

Colaborador

Rui Hugo

07
Ago09

Trufa

gana

 

Produtor: Nestlé

 

Colecção: Longa Vida Vidro

 

Outras informações: Sobremesa láctea refrigerada com chocolate

 

Uma fotografia que não faz jus ao quão lamacenta é a cor deste iogurte.

 

 Avaliação: antes de mais, um pequeno intróito para dizer que a trufa é um fungo que, há cerca de três mil anos, se transformou em iguaria com o único propósito de ajudar a distinguir mais facilmente um idiota de uma pessoa normal. De facto, a exemplo – ainda que a diferentes níveis - dos descapotáveis, das perfomances/instalações conceptuais ou da frase “o livro é sempre melhor”, também a trufa tem este fascinante poder, o de identificar rapidamente um idiota e com uma eficácia que roça os 100%. Não é, com efeito, muito longe desta dinâmica de reconhecimento de idiotas que a trufa de chocolate – o elemento principal do iogurte hoje em análise - é criada, uma vez que esta última pretende responder às necessidades de pessoas que gostavam de ser idiotas de corpo inteiro (como são os apreciadores de trufa, o fungo), mas que, ao fim e ao cabo, acabam por não o ser porque a trufa a sério é cara com'ó raio. Deverá a pretensão a esse estado ser mais condenável - por parte de todos nós, as pessoas normais que não andam por cá para meter nojo - que a verdadeira existência de um estado de profunda idiotice? Esse é um debate quasi-centenário que, em boa verdade, merece discussão em locais onde a ofensa gratuita e pessoal seja socialmente aceite e encorajada. Adiante. E, bem, posto isto, posso adiantar que este iogurte Trufa vem no clássico, e por aqui sempre aplaudido, copo de vidro, o que, sem grande margem para dúvida, é característica para, só por si, aumentar as expectativas. A questão é que este produto começará por deitar logo por terra quaisquer expectativas positivas que se pudessem ter erigido na psique do consumidor; e tudo porque a cor se apresenta como demasiado próxima da lama para não ter efectivamente lama, seja muita, seja pouca. De modo que a dúvida em tom de lamento “então mas eu comprei lama num copo de vidro?” persistirá, com toda a propriedade, na sua mente. Mas por pouco tempo! A consistência deste Trufa vem rapidamente em nosso auxílio e, estando muito longe de algo associável a lama e bem mais a mousse de pacote, acaba por ser revelar como absolutamente decisiva na destruição dessa incerteza. Ufa. A textura apresenta-se, de resto, como o ponto forte de tudo isto, sendo que isso se torna inequívoco quando chega a hora de rapar a embalagem, revelando-se aí o Trufa como um iogurte que se rapa fácil e naturalmente, sem grandes malabarismos ou ginástica. Esta característica é ainda mais louvável se nos lembrarmos que a parte de rapar a embalagem será sempre o calcanhar de Aquiles dessa mítica entidade que é o copo de vidro enquanto recipiente de iogurtes. Todavia, enfim, devo dizer que estamos perante um produto algo enjoativo, salvo apenas pelo copo de vidro, perfeito para servir de vaso a um pé de feijão que se queira criar em casa para aquela rapariga toda ecológica e em contacto com a natureza achar que afinal até temos muito em comum e nos mostrar o regaço durante uns tempos.

 

Então e para lá do prazo de validade?

Quando já der para germinar pés de feijão, aconselho a não comer. Pelo menos tudo.

 

E em termos de nódoas?

Deixei cair nas calças, mas vou deixar secar, para depois raspar com as unhas. Cheira-me que sairá facilmente. Prevê-se uma boa prestação deste Trufa nesse capítulo.

 

Há uma colher ideal para uma degustação em toda a sua plenitude?

Nunca.

 

Nota final: 11

 

Crítico Prova Limpa

Jaime

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