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CENA

CENA

14
Mai09

Cine Limpo

gana

 

 

Crítica da Semana

 

Star Trek (Star Trek)


Desenrola-se em pleno século XXIII ou XXIV, este filme de naves, que começa com aquela enfermeira do Dr. House em trabalho de parto e com o marido dela a esborrachar a sua nave grandona contra a nave escaravelhosa dos maus. Os vilões são uns carecas tatuados que parecem ter saído directamente do casting para o Mad Max, aquele que tem a Tina Turner ou um dos outros, e parecem ter um problema com qualquer povo que tenha cabelo, sobretudo aqueles onde só existe um único penteado para uma população de seis biliões de criaturas (sendo que, neste último critério, se inserem apenas os Spocks, tenham oito anos ou oitenta). De notar que se trata de uma obra audiovisual polvilhada de lutas q.b., ainda que, apesar de existirem armas super-avançadas, a grande maioria das entidades em confronto prefira andar à chapada e a apertar o pescoço. O Spock original, que vive numa caverna de gelo e mantém monstros gigantescos à distância recorrendo a um pau a arder, faz uma notável aparição, vindo do futuro, e mesmo a tempo de dar umas dicas ao gajo que faz de William Shatner em novo. Enfim, e não querendo estragar o filme a ninguém, resta acrescentar que o pai do William Shatner em novo morre, a mãe do Spock morre, o Spock anda a comer a moça que o William Shatner em novo também queria varrer, os maus rebentam o planeta dos Spocks com uma gota vermelha que suga tudo, o William Shatner em novo e o Spock entram na nave dos maus usando aquilo do teletransporte e vão buscar não sei quê que lhes permite não sei quantas, para além de, não esquecer, salvar um capitão dos seus que lá estava a dormir, e, no fim, a nave dos maus é estourada porque o mau diz que prefere ver o seu planeta explodir um milhão de vezes a ser ajudado pelo William Shatner em novo. É o que dá ser respondão. 

O melhor de Star Trek:
não meter nojo absoluto, uma característica que, hoje em dia, todos temos que valorizar cada vez mais.


O mais ou menos de Star Trek: os partos ainda parecem doer com’ó caraças, o que prova que o universo continuará a ser governado por homens. Num assunto não relacionado, dos nossos dias até aos das naves a evolução, em termos de soutiens será nula. 

 

O pior de Star Trek: se, como nos mostra o filme, no século XXIII ou XXIV ainda existir Nokia Tune, todo e qualquer avanço tecnológico foi em vão.

 

Classificação: 6/10

 

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Estreia da Semana


Anjos e Demónios


Sinopse: Depois de descobrir que a Amélie é da família de Deus, Tom Hanks volta a fazer do mesmo gajo que fez naquele outro filme baseado naquele livre famoso que toda a gente andava a ler no Metro aqui há uns cinco anos. Desta feita, há uma organização secreta a vingar-se da Igreja, liquidando padres, e o Tom Hanks fica amigo daquele actor que fez de drogado do Trainspotting e que depois fez de clone naquele filme d’A Ilha. Há um padre que tem uma pistola com silenciador e outro que usa um candelabro como arma. À partida, o padre da pistola com silenciador leva vantagem, mas nunca se sabe, que o do candelabro pode esperar que acabem as balas, escondido em esquinas ou cantos escuros, para depois atacar à traição. Isto, claro, se andarem sequer à bulha, embora tudo aponte nesse sentido. Referência última para o facto de a Amélie deste filme ser aquela actriz israelense que entrou no Munique e que era casada com o gajo que fez o Hulk e que não é o Edward Norton.


Estimativa de classificação: 5/10

 

Crítico Cine Limpo

T.C.

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