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CENA

CENA

02
Dez08

Jogo Limpo 3

gana

 

 

É chover no molhado, bem sei, mas é com agrado que registo que mais um fim-de-semana alargado desportivo passou com os três clubes que apontei como principais favoritos a ocuparem os lugares que, sem tirar, nem pôr, para eles vaticinei. 

 

O Leixões manteve a sua temática relacionada com as águas e, após derrotar o Rio Ave, defrontou agora a Naval, permitindo um gostoso empate ao conjunto que, pese embora oriundo da Figueira da Foz e uma vez que viajou para Matosinhos no dia anterior, pernoitou num hotel de Gaia. Se tivessem ido no próprio dia para Matosinhos, era provável que estivessem cansados e com cãibras, sujeitando-se a perder por dois ou três golos, quiçá mais. É verdade que pagaram uma noite num hotel em Gaia, mas, com a obtenção de um resultado positivo, os responsáveis figueirenses darão o seu dinheiro por bem empregue - e darão sobretudo se o pequeno-almoço vinha incluído na dormida e era daqueles em que até servem bifes de peru e toucinho frito (porque albergam muitos britânicos e eles comem que nem uns animais assim que acordam). Se sim, deu para sair almoçado às dez da manhã, o que é sempre salutar, sob qualquer ponto de vista. O golo do Leixões foi de Zé Manel, ao passo que o da Naval foi dum brasileiro. Para mim, o mais bonito foi o do Zé Manel, não porque eu seja xenófobo, mas porque o do brasileiro tabelou num defesa e eu não gosto muito desses tentos.

 

Quanto ao Benfica, e após o descalabro da passada quinta-feira, consentiu, frente ao Vitória Sadino, também um empate no término da partida. O jogo deu em canal aberto, no primeiro da RTP, e o responsável pelo relato, além de fazer uma voz que, claramente, não é a dele, insistiu em apelidar o jogador Suazo de "o hondurenho Suazo", o que me fez lembrar que eu próprio, quando em 1996 aprendi como se chamava um natural de Trinidad e Tobago, meti o "tobaguenho Latapy" em oitenta por cento de todas as minhas conversas, fossem elas desportivas ou não. No duelo de treinadores, há que dizer que Daúto Faquirá estava bem mais agasalhado que Quique Flores, e não me admirava nada que o espanhol ficasse a chocar uma pequena gripe nos próximos dias. Caso se confirme esta minha previsão, o treino do Benfica deverá ser orientado por Diamantino Miranda ou Chalana.

 

O terceiro posto é ocupado pelo Sporting Clube de Portugal, que venceu o Vitória vimaranense no passado Domingo. O Sporting apresentou um onze com seis portugueses, dois brasileiros, dois argentinos e apenas um russo: Izmailov. Ou seja, apenas o jogador de leste não tinha com quem falar sempre que o jogo esteve interrompido e isso reflecte-se no rendimento do jogador, que fica triste. Todavia, Izmailov até foi dos melhores e Grimi, que teve sempre o amigo Romagnoli para conversar, foi dos piores. Enfim, são fenómenos que a psicologia teima em não explica. De notar ainda que, porque estava frio, as pessoas no Estádio de Alvalade batiam palmas a tudo, desde os adversários até a faltas marcadas contra o Sporting. Uma bela demonstração de saber estar por parte dos adeptos sportinguistas ou a prova que só devia haver futebol abaixo dos cinco graus. Celsius.

 

Na próxima terça-feira estarei de volta, para uma análise minuciosa da jornada onze, a qual, como é sabido, nada mais fará que consolidar a posição dos meus favoritos: Leixões, Benfica e Sporting.

 

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