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CENA

CENA

13
Jan09

Jogo Limpo 7

gana

 

 

Comecemos pela agremiação que se sagrará campeã nacional - o mais tardar em Maio -, Sport Lisboa e Benfica, de seu nome. Venceu o Sporting Bracarense, por um a zero, tento apontado já no tempo de descontos da primeira parte. O tempo de descontos da primeira parte costuma ser um período traiçoeiro, essencialmente porque é um período mais curto que o seu homónimo da segunda, o que leva os jogadores a relaxar porque pensam que está quase a acabar. E o intervalo é muito esperado, mais que o final do jogo, porque os jogadores podem ir descansar e não precisam de tomar logo banho. Aliás, em relação a esta questão, soube de fonte segura que o jogador Maxi Pereira tinha preferência por tomar banho em casa, mas depois, quando chegava a seu lar, metia-se a ver televisão e já não lhe apetecia ir ao duche. Tomava no dia seguinte. Parece que essa preferência estava directamente relacionada com o facto de Maxi Pereira se esquecer quase sempre dos chinelos em casa e não querer andar descalço pelo balneário. Agora já toma, que comprou uns chinelos antes dum treino e deixa-os sempre no cacifo. Mas, até à 9ª jornada, Maxi Pereira abalava sem tomar banho. David Suazo, por seu turno, falhou uma grande penalidade, o que levou a que muitas das conversas ficassem marcadas pelo recurso a argumentos ignóbeis da craveira do clássico “Falhou não, o guarda-redes é que defendeu!”. É sempre uma discussão agradável de se ter. Quique Flores aprendeu a lição, e depois de estar muito mal agasalhado durante o Benfica x Setúbal, agora não tira o casaco e cachecol nem nas conferências de imprensa.

 

Os Leões de Lisboa receberam, condignamente, o Marítimo da Madeira, reeditando um duelo que já havia ocorrido aqui há uns tempos, por ocasião dum outro torneio que agora não me recordo. Desta feita, o Sporting venceu por duas bolas a zero, e, tendo em conta que da outra vez venceu por três a zero, é de concluir que, caso se realizem mais uns Sporting x Marítimo esta época, os insulares vencerão em Alvalade daqui a três encontros. Até lá, é de esperar um 1 a 0 para o Sporting e, depois, um empate a zero bolas. A nota de maior destaque deste encontro reside no facto de o árbitro, Lucílio Baptista (e quem disse que madeixas não é coisa para árbitros de futebol na casa dos quarenta anos?), apitar muito baixinho. Deve ter sido a forma que Lucílio encontrou de se fazer notar pouco, o objectivo de qualquer árbitro. Pessoalmente, enervam-me os árbitros que apitam baixinho, preferindo eu, de longe, aqueles que comunicam com apitadelas vigorosas, sobretudo quando toca a mandar recuar barreiras ou sanar escaramuças. Os treinadores Paulo Bento e Lori Sandri cumprimentaram-se no final do encontro, mas não trocaram palavras. Pensei que estivessem chateados, mas li nos jornais do dia seguinte que a comitiva maritimista estava com acentuada pressa, que ainda iam apanhar o avião dali a pouco. Que sorte Lucílio Baptista ter dado apenas três minutos de desconto, hã, comitiva do Marítimo?

 

Quanto ao Porto, recebeu o Trofense quando estava zero-zero e, quando deu por ela, já a equipa da Trofa estava a ir embora para casa e o resultado ainda marcava um nulo. A equipa forasteira, para além de se estar a tornar especialista em quilhar o primeiro lugar do campeonato, é também o plantel com alguns dos melhores nomes. No último jogo, três jogadores do conjunto da Trofa ocuparam os três primeiros lugares do ranking “Melhor nome deste jogo”. A saber, Milton do Ó, Reguila e Areias, sendo que o melhor portista neste quadrante foi o guardião Hélton, em 7º - apenas, dizemos nós, porque algum dos elementos do júri é fã de cantigas como “Nikita” ou “Rocket Man”. O troféu foi, como habitualmente, entregue pela antiga glória do Beira-Mar, Juninho Petrolina, único futebolista que venceu esta galardão em todos os encontros que participou. O treinador Tulipa ainda não sabe o que é sofrer golos dos grandes e, fosse eu Tulipa, retirava-me já, para ficar na história como o único treinador a não ter sofrido golos dos grandes. Jesualdo Ferreira, que começou a sua entrevista Flash com a tirada “vocês sabem que eu até nem gosto de falar de arbitragens”, falou apenas no árbitro Luís Reforço. Não deviam obrigar Jesualdo a fazer o que não gosta, mas a vida é assim de um profissional assalariado. Eu, por acaso, recuso-me a fazer o que não gosto, e é por isso que não peço desculpas escritas a certas determinadas pessoas. Por essas e por outras, acho que para a semana já não venho.

 

 

06
Jan09

Jogo Limpo 6

gana

 

Está de regresso o principal campeonato do nosso país e, com ele, o Jogo Limpo, a sua rubrica de análise da perfomance dos três ocupantes do pódio final. Comecemos pelo futuro campeão, o Futebol Clube do Porto, que foi à bonita ilha da Madeira (parte-se do princípio que o plantel profissional lá passou o revelhão, seria absurdo não aproveitar essa janela de oportunidade) vencer o Nacional por duas bolas de diferença. As bolas que fizeram a diferença foram as de Lucho, de penalidade a punir mão, e Hulk, em jogada individual, a punir posicionamento defensivo deficiente. Seja como for, É com muita pena minha que constato que o banco do Futebol Clube do Porto é o pior banco da nossa Liga a festejar golos. É um maralhal de gente com sobretudos pesados, cada um a festejar para seu lado. Esteticamente condenável e fica a nota negativa para o banco do Porto. Quem esteve assim-assim foi o médio-defensivo Fernando, e aproveito que se falou nele para avisar o mundo que um dos meus jogadores preferidos é Fernando Alexandre, do Estrela da Amadora, essencialmente porque, sempre que o comentador refere o seu nome, acaba por parecer a mãe do atleta, zangada com ele. O Nacional foi o único clube da Madeira a perder neste fim-de-semana (Marítimo e Camacha venceram, União empatou e não sei mais clubes da ilha), o que significa que os adeptos alvinegros vão ser os únicos gozados no café, quiçá apenas exceptuando 15% da gozação que poderá vir a ser direccionada para os adeptos da União e o seu empate a zero contra o Santana.

 

O vice-campeão 2008/09, o Benfica de Lisboa, foi perder à Trofa. Antes de mais, uma nota triste: Tulipa deixou de ser o único treinador do mundo pós-Toni a poder ter apenas um nome. Foi-o até Domingo, mas, como se sabe, é proibido, entre os repórteres desportivos, referirem o nome de um treinador usando apenas um único nome e Rui Loura, da RTP, lixou Tulipa que, agora, é Manuel Tulipa. Pouco importa que Tulipa seja alcunha, o que não pode acontecer é ter um treinador com apenas um nome. É mau jornalismo. Já agora, um enigmático dado estatístico: o número de treinadores do escalão promodivisionário com nome de flor é um. Outro: Quique Flores conheceu a primeira derrota na Liga frente a uma equipa orientada por Tulipa. Coincidência? Não existem coincidências no futebol. Último dado curioso: se o filho mais novo de João Pinto der em jogador de futebol e ganhar um jogo ao Benfica, o ex-internacional português, casado em segundas núpcias com Marisa Cruz, será o primeiro ex-atleta do Benfica a ter dois filhos que venceram o seu antigo clube. Mesmo depois de acabar a sua carreira, João Pinto mantém-se na eminência de quebrar mais um recorde. É de louvar.

 

Finalmente, o ocupante do terceiro porto, o Sporting de Portugal, foi a Setúbal vencer o Vitória Sadino. O jogo foi arbitrado por Olegário Benquerença, excepto durante os minutos 77 e 80, altura em que o juiz da partida foi substituído por um seu sósia, bem mais rigoroso, e que ordenou a expulsão de Daniel Carriço. O primeiro golo, que surgiu relativamente cedo, nasce após um lance em que Abel, o lateral-direito da formação de Alvalade, usa o seu truque especial para assistir Liedson: atrapalhar-se com a bola. Paulo Bento, na conferência de imprensa Flash, conseguiu fazer uma análise ao encontro sem usar um único advérbio de modo. Já na conferência e imprensa standard, Bento usou cinco advérbios de modo, uma outra marca de registo. Um aplauso para o técnico leonino, que terminou todas as suas frases com um adjectivo. Mas isso é mais fácil de conseguir. Em princípio, voltaremos para a semana com nova análise dos jogos dos três primeiros classificados da Liga 2008/09. Ando com uns problemas em casa.

16
Dez08

Jogo Limpo 5

gana

 

Esta semana, ainda que não tivesse havido campeonato, mantiveram-se as posições tal e qual como há muito as vaticinei para o final da liga. Vamos ver como se portou o triunvirato nos seus desafios extra-Liga Sagres.

O primeiro classificado, Benfica, viajou (tranquilamente, o trânsito estava bom e foram no autocarro que tem Via Verde) até Matosinhos para decidir quem seguiria em frente na Taça de Portugal. O jogo foi arbitrado por Olegário Benquereça, de Leiria, que, valha a verdade, podia muito bem ter apanhado boleia do autocarro do Benfica, esperando na estação de serviço de Leiria com seu saco desportivo às costas. Para evitar maledicências, penso que bastaria Olegário ajudar no gasóleo da camioneta do Benfica. Mas não, ninguém está interessado nisso e parece que é melhor irem dois veículos a poluir até Matosinhos sem necessidade nenhuma. Quanto ao jogo em si, de notar que o guarda-redes Joaquim, pessoa que, levantando o braço, pede fora-de-jogo em todos os golos que sofre, continua de fora, tendo, desta feita, actuado o guardião Moretto. Este último, no final do desempate por grandes penalidades, lamentou-se, dizendo que quase defendia duas, e, há que dizê-lo, é por estas coisas que o futebol é um desporto injusto. Rei, mas injusto. Não cabe na cabeça de ninguém que “duas grandes penalidades quase defendidas” percam contra “uma grande penalidade efectivamente defendida”. No mínimo dos mínimos, estas duas situações deveriam ser valorizadas de igual forma e, nesse sentido, a derrota do Benfica foi injusta. Nota ainda para o facto de, no jogo com o Leixões, durante cinco minutos, o Benfica ter jogado sem um único português, ocorrência nunca antes verificada na centenária história do clube. Proponho que o próximo objectivo seja jogar com seis portugueses, mas intercalados com um estrangeiro. Ou seja: guarda-redes português, defesa direito estrangeiro, central português, central estrangeiro, defesa esquerdo português, trinco estrangeiro, médio centro português, médio interior direito estrangeiro, extremo esquerdo português, segundo ponta de lança estrangeiro e ponta de lança português. Repare-se que, nesta proposta, mantenho a táctica de Quique Flores. Acredito que este objectivo será alcançado ainda com o espanhol ao leme.

Do surpreendente Leixões, e uma vez que defrontou o Benfica (de quem já falámos), pouco mais há a acrescentar. Talvez louvar apenas a regra de desempate por pontapés da marca de grande penalidade que nos diz que um “penalty efectivamente defendido” ganha a “dois penalties quase defendidos”, que permitiu que o guardião Roberto levasse a melhor em relação ao seu colega Moretto. O futebol pode ser injusto em muitas questões, mas nesta há que dar a mão à palmatória e dizer que esta regra faz pleno sentido e que o Leixões foi justíssimo vencedor.  

O terceiro classificado, o Sporting de Portugal, entrou em campo no Domingo para enfrentar o Marítimo da Madeira, num encontro a contar para outra Taça, a da Liga. No estádio, o golo de Liedson Muniz parecia um bocadinho ao calha, mas depois na televisão já deu para ver que não, foi de propósito. O outro avançado leonino, Djaló, não tem festejado os seus golos, dando a entender que, ou está triste, ou nem se apercebe que foi golo. Se está triste, tenha a decência de ir jogar bêbado, para se ver um sorriso em sua boca quando marcar um golo favorável ao seu clube. Quanto ao jogador Abel, que deve pensar que faz parte dos Rolling Stones, lamentou a parca assistência registada no Estádio de Alvalade. Jogador Abel, sim, é verdade que 7400 pessoas num estádio é marca aquém, mas experimente ter que servir cafés a essa gente toda, para ver se já não parecem demasiadas. É a eterna questão do copo meio vazio, copo meio cheio. Uma coisa que apreciei foi ver que todos os golos do Sporting bateram na rede da baliza, o que nem sempre acontece. Para fechar, refira-se que o treinador Lori Sandri tinha o cabelo penteado para trás, mas ligeiramente achatado, como se tivesse andado de boné o dia inteiro. Situação a rever.

09
Dez08

Jogo Limpo 4

gana

 

O Benfica manteve a liderança, brindando o Marítimo da Madeira com seis golos sem resposta. Com este score, o Benfica, para além de lançar o delírio entre os comediantes de café que adoram trocadilhos envolvendo meias-dúzias, alcançou a mais concludente goleada desde há trinta e quatro anos. Curiosamente, ou nem tanto, a anterior coça tinha sido contra o Olhanense, o que torna óbvio que esta goleada ao Marítimo da Madeira era mais que esperada. Passo a explicar: Olhão, de onde é natural o Olhanense, e o estádio dos Barreiros, onde joga o Marítimo da Madeira, estão a menos de vinte quilómetros de um aeroporto - aeroporto de Faro, no primeiro caso, e aeroporto de Santa Catarina, no segundo. São coincidências a mais para não influírem no resultado final. E o que é certo é que influíram. Lugar ainda para a seguinte confidência: vi, numa conferência de imprensa prévia ao encontro, o treinador Lori Sandri, do Marítimo da Madeira, com um boné desportivo na cabeça, não obstante o facto de estar envergando toilette formal e o referido boné não ter publicidade a um dos patrocinadores do clube. Pensei que Lori Sandri fosse, portanto, careca e, nesse caso, o boné estava explicado. Depois, durante o jogo, percebi que Lori Sandri tinha um cabelo bastante agradável para um cinquentão. Então, por que  porra tinha Lori Sandri um boné nas condições que enunciei mais acima? É possível que não tenha tido tempo para lavar a cabeça e o seu cabelo tenha tendência para ficar oleoso quando falha a lavagem diária. Só nesse caso é que se percebe que Lori tenha feito o que fez.

 

O Leixões foi perder a Guimarães, uma cidade bonita. O golo foi apontado por Fajardo, jogador cujo nome pode significar “ladrão hábil”, “traficante”, “tratante” ou “troca-tintas”. Convenhamos que são definições deveras negativas e o amigo Fajardo deveria pensar seriamente em passar a ser conhecido como “João Paulo”, o belo nome composto que possui no cartão das vacinas. Até porque, relembro, já não há o perigo de Fajardo, enquanto João Paulo, poder ser confundido com outros João Paulo da nossa liga, uma vez que o João Paulo ex-Leiria e ex-Porto actua agora no Rapid de Bucareste, ao passo que o João Paulo ex-Leiria e ex-Paços de Ferreira, actua também ele no Rapid de Bucareste. Não sei como se distinguem por lá, embora possa ajudar o facto de um deles ser de cor negra. O golo de João Paulo (ex-Fajardo) foi apontado a poucos minutos do final. Não aprecio, prefiro golos marcados entre os quinze e setenta e cinco minutos, que há que levar em consideração as pessoas que chegam mais tarde porque estiveram a estacionar e as que saem mais cedo porque deixaram o carro muito longe.

 

Quanto aos leões verde e brancos, foram vencer por dois golos de diferença, três a um, ao Estrela, na Amadora. Dos resultados com dois golos de diferença, devo confessar que o três a um é o meu preferido. O dois a zero é chato, o quatro a dois já nos diz que as defesas não estiveram tão bem, já para não falar no cinco a três, que é claramente resultado de hóquei ou de desempate por pontapés da marca de grande penalidade. Paulo Bento voltou a deixar Vukcevic brincar no recreio e o montenegrino retribuiu com um golo que tabelou num defesa. Como já referi anteriormente, não gosto quando os defesas traem o seu guarda-redes. Defesas, o vosso trabalho é ajudar os guardiões com quem partilham instalações de visitado ou visitante (conforme joguem fora ou em casa), não trai-los com desvios! Em relação ao amuo entre Paulo Bento e Vukcevic, de notar que o montenegrino, ao marcar um golo, mostrou quem tinha razão. Caso não tivesse marcado, a razão estaria do lado de Paulo Bento. Parece-me lógica elementar. Liedson voltou a marcar, festejando através dum símbolo dum coração feito com as mãos. Liedson está apaixonado, resta saber como festejará os golos depois da sua companheira o trocar por jogador mais em forma. Nomeadamente, Suazo, que também mora na área metropolitana de Lisboa.

 

02
Dez08

Jogo Limpo 3

gana

 

 

É chover no molhado, bem sei, mas é com agrado que registo que mais um fim-de-semana alargado desportivo passou com os três clubes que apontei como principais favoritos a ocuparem os lugares que, sem tirar, nem pôr, para eles vaticinei. 

 

O Leixões manteve a sua temática relacionada com as águas e, após derrotar o Rio Ave, defrontou agora a Naval, permitindo um gostoso empate ao conjunto que, pese embora oriundo da Figueira da Foz e uma vez que viajou para Matosinhos no dia anterior, pernoitou num hotel de Gaia. Se tivessem ido no próprio dia para Matosinhos, era provável que estivessem cansados e com cãibras, sujeitando-se a perder por dois ou três golos, quiçá mais. É verdade que pagaram uma noite num hotel em Gaia, mas, com a obtenção de um resultado positivo, os responsáveis figueirenses darão o seu dinheiro por bem empregue - e darão sobretudo se o pequeno-almoço vinha incluído na dormida e era daqueles em que até servem bifes de peru e toucinho frito (porque albergam muitos britânicos e eles comem que nem uns animais assim que acordam). Se sim, deu para sair almoçado às dez da manhã, o que é sempre salutar, sob qualquer ponto de vista. O golo do Leixões foi de Zé Manel, ao passo que o da Naval foi dum brasileiro. Para mim, o mais bonito foi o do Zé Manel, não porque eu seja xenófobo, mas porque o do brasileiro tabelou num defesa e eu não gosto muito desses tentos.

 

Quanto ao Benfica, e após o descalabro da passada quinta-feira, consentiu, frente ao Vitória Sadino, também um empate no término da partida. O jogo deu em canal aberto, no primeiro da RTP, e o responsável pelo relato, além de fazer uma voz que, claramente, não é a dele, insistiu em apelidar o jogador Suazo de "o hondurenho Suazo", o que me fez lembrar que eu próprio, quando em 1996 aprendi como se chamava um natural de Trinidad e Tobago, meti o "tobaguenho Latapy" em oitenta por cento de todas as minhas conversas, fossem elas desportivas ou não. No duelo de treinadores, há que dizer que Daúto Faquirá estava bem mais agasalhado que Quique Flores, e não me admirava nada que o espanhol ficasse a chocar uma pequena gripe nos próximos dias. Caso se confirme esta minha previsão, o treino do Benfica deverá ser orientado por Diamantino Miranda ou Chalana.

 

O terceiro posto é ocupado pelo Sporting Clube de Portugal, que venceu o Vitória vimaranense no passado Domingo. O Sporting apresentou um onze com seis portugueses, dois brasileiros, dois argentinos e apenas um russo: Izmailov. Ou seja, apenas o jogador de leste não tinha com quem falar sempre que o jogo esteve interrompido e isso reflecte-se no rendimento do jogador, que fica triste. Todavia, Izmailov até foi dos melhores e Grimi, que teve sempre o amigo Romagnoli para conversar, foi dos piores. Enfim, são fenómenos que a psicologia teima em não explica. De notar ainda que, porque estava frio, as pessoas no Estádio de Alvalade batiam palmas a tudo, desde os adversários até a faltas marcadas contra o Sporting. Uma bela demonstração de saber estar por parte dos adeptos sportinguistas ou a prova que só devia haver futebol abaixo dos cinco graus. Celsius.

 

Na próxima terça-feira estarei de volta, para uma análise minuciosa da jornada onze, a qual, como é sabido, nada mais fará que consolidar a posição dos meus favoritos: Leixões, Benfica e Sporting.

 

25
Nov08

Jogo Limpo 2

gana

 

 

O mundo futebolístico insiste em confirmar os meus prognósticos: Leixões, Benfica e Nacional confirmaram-se, de novo, como as três equipas mais fortes da Liga e mais que prováveis donos dos três primeiros lugares finais.

 

Leixões de Mota, José, foi vencer a Vila do Conde, localidade comummente considerada pior que a Póvoa de Varzim por não possuir casino. Contudo, teria o Leixões vencido o Varzim? É capaz, a equipa de Matosinhos tem mostrado o estofo que eu previ desde a pré-época e, desta feita, foi o capitão Bruno China que selou o triunfo. China é alcunha, que o apelido a sério é Silva. Como aqui no "Jogo Limpo" não alinhamos em alcunhas de profundo teor racista, Bruno China passará a ser referido como Bruno Silva, que até foi o nome que seus pais lhe deram e merecem que o filho o use com orgulho. Questão que me aflige é o facto de nunca ter visto Bruno Silva festejar um golo, e ainda não foi desta que pude ver, porque o plano da RTP manteve-se no guarda-redes do Rio Ave, Paiva, furibundo, a chutar as redes laterais da sua própria baliza. Lance perigoso, que os pitons da chuteira podiam-se ter emaranhado na rede e Paiva podia ter caído para trás, desamparado, batendo com a cabeça. Mau exemplo para os mais novos, faixa etária fartinha de ter problemas com balizas. Senhor Paiva, mais tento nessas manifestações de desagrado, homem.

 

Benfica manteve o segundo posto, fruto de uma vitória em Coimbra, sobre os estudantes. Marcando um golo em cada parte, o que demonstra uma acérrima noção distributiva, os homens da Luz fizeram descansar alguns jogadores para o encontro europeu da próxima quinta-feira, contra uma equipa (Olympiakos). Quique Flores foi esperto, que, assim, os seus jogadores vão demorar mais tempo a ficar cansados. A não ser que o treinador do Olympiakos também tenha sido esperto e tenha também poupado jogadores. Nesse caso, ninguém se vai cansar primeiro. De exaltar a acção do árbitro do Académica x Benfica, Pedro Proença, que, mostrando seis cartões amarelos, fez questão de dar três a cada equipa, não deixando nenhuma equipa mais triste nesse capítulo. Futebol é alegria, não vale a pena alguém ficar triste. Parabéns, Pedro Proença.

 

No terceiro posto, tempo ainda para o Clube Desportivo Nacional, simpática agremiação, este ano sob a batuta de Manuel Machado, uma pessoa claramente nascida em Guimarães, em meados da década de 50. Curiosamente, conheço uma história passada com um ex-jogador do clube madeirense, o Fernando Ávalos, mas, e uma vez que o futebolista em questão já não tem contrato com o Nacional, não posso contar. Seria pouco ético de minha parte. Na próxima jornada, o Nacional desloca-se a Braga, o que quer dizer que vai andar de avião. Há jogadores que gostam, há jogadores que não gostam. Pessoalmente, acho que a parte chata é ter que estar muito tempo antes no aeroporto – recomendam-nos duas horas antes, mas eu garanto que hora e quarenta e cinco chega bem -, que do resto gosto bastante. Sei, de fonte fidedigna, que o jogador nacionalista que mais aprecia andar de avião é o Bruno Amaro. Esperemos que seja convocado.

 

Voltarei para a semana, para analisar em detalhe as prestações dos três grandes favoritos da Liga Sagres: Leixões, Benfica e Nacional.

 

 

18
Nov08

Jogo Limpo

gana

 

 

Acompanho o desporto-rei há já bastas temporadas, de modo que um olhar superficial pelos plantéis que compõem as equipas da Liga Sagres, época zero-oito/zero-nove, e pelos seus métodos de trabalho, é exercício mais que suficiente para apontar desde já os três grandes favoritos a ocupar os lugares do pódio.

 

A abrir, aquele que, para além de ser o meu clube do coração, é também o meu principal favorito: o Leixões de Zé Mota; homem que, além de ter calado a boca suja de todos aqueles que pensavam que era ele que fazia questão de usar fato e gravata com boné da JCA Electrodomésticos nas entrevistas flash ao canal codificado SportTv, foi capaz de colocar os bebés de Matosinhos no lugar cimeiro dos meus preferidos para ganhar o campeonato. De notar que o Leixões conta ainda no seu plantel com o jogador Serginho Baiano, um avançado que também pode ocupar uma das alas de ataque.

 

O segundo lugar deste meu ranking de favoritos é ocupado pelo Benfica. Orientados por Quique Flores, os encarnados apresentam a consistência necessária para garantirem o segundo posto no final desta dura corrida pela melhor classificação. Demonstração disso mesmo foi a vitória diante do Estrela da Amadora, por um tento a zero tentos, proeza do jogador Sidnei. Sidnei poderia ser o único jogador a actuar em Portugal que tem o mesmo nome que a capital da Austrália, mas a capital da Austrália é Camberra, embora quase toda a gente pense que é Sidney. Além disso, Sidney, capital da Austrália, é com "i" grego no fim, ao passo que Sidnei, defesa do Benfica [50% do passe], é com "i" normal. Camberra, ex-glória do Rio Ave, mantém-se, então, como o único jogador a ter actuado na Liga Portuguesa e a ter o mesmo nome que a capital da Austrália.

 

No terceiro posto, tempo ainda para o Club Sport Marítimo, simpática agremiação, este ano sob a batuta de Lori Sandri, uma pessoa claramente brasileira. O clube, fruto do terceiro lugar que acredito ir alcançar nesta época desportiva, merece que todos os sócios tenham as quotas em dia, e não apenas 1/3. O que também não é justo é que agora, só porque o clube se postou no terceiro lugar (que com toda a naturalidade manterá), 2/3 dos sócios queiram, feito estouro de bisontes, pagar as quotas à pressa, entupindo os serviços da secretaria do Club Sport Marítimo, que até tem uma funcionária de baixa. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, maritimistas. Calma no pagamento das quotas! Peçam o NIB à casa-mãe e paguem, com igual dignidade, as quotas num caixa Multibanco.

 

A fechar, importa dizer que não será, com certeza, por acaso, que os três treinadores das equipas mais fortes usam diminutivos e/ou alcunha: Zé, de José, Quique, de Enrique, e Lori. A excepção que confirma a regra é o técnico Tulipa, que orienta nesta temporada o Clube Desportivo Trofense.

 

Voltarei para a semana, para analisar em detalhe as prestações dos três grandes favoritos da Liga Sagres: Leixões, Benfica e Marítimo.

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